terça-feira, março 24, 2009

O Treinamento em Serviço do Adolescentro vai virar Curso de Especialização?

É justamente isso o que queremos. Nossa pretensão era comerçarmos no dia 07 de abril. No entanto, os prazos estão curtos e provavelmente o I Curso de Especialização na Atenção Biopsicossocial ao Adolescente em Uso de Drogas só terá início no dia 05 de maio, após aprovação do Convênio entre Associação dos Amigos do Adolescentes, FEPECS e SES.



A ideia é um curso voltado para o atendimento tanto da família como para o adolescente, que faz uso prejudicial de drogas. Será o casamento do Treinamento em Serviço (TS) para condução de grupo de pais de adolescentes em uso de drogas e o Biopsicossocial aos adolescentes usuários. Essa segunda parte constará da avaliação do uso de drogas, diagnóstico de comorbidades, tratamento, seguimento e avaliação do processo terapêutico. Por isso, o curso passou para 15 horas semanais. Podemos notar que o Curso de Especialização será diferente do TS, portanto, quem fez o TS não tem nenhum impecilho para fazer o Curso de Especialização.

O objetivo desse curso é criar condições aos profissionais para oferecerem, em suas regionais, um atendimento mais completo ao adolescente usuário de drogas, com mais segurança e efetividade. Ao ter condições de atender o básico nas comorbidades neuropsiquiátricas, restarão poucos casos para os especialistas, desafogando suas agendas.
Devido ao pouco tempo para publicação do Edital e para que os candidatos se preparem estamos divulgando a proposta do I Curso de Especialização na Atenção Biopsicossocial ao Adolescente em Uso de Drogas.

1. Natureza: o "lato-sensu" com objetivo de capacitar médicos, enfermeiros, assistentes sociais e psicológos da Secretaria de Saúde, conferindo-lhes conhecimentos específicos de natureza teórica e vivencial para o atendimento ao adolescente, em uso de drogas, e família na abordagem biopsicossocial.

2. Conteúdo Programático:
  • Epistemologia sistêmica e da complexidade;
  • Desenvolvimento Biopsicossocial na adolescência;
  • Transtornos neuropsiquiátricos na Adolescência;
  • Metodologia em Pesquisa Científica;
  • Atendimento ambulatorial ao adolescente em uso de drogas e à sua família numa abordagem biopsicossocial;
  • O atendimento em grupos de adolescentes (GRAU) e das famílias (GMF);
  • Elaboração de trabalho de conclusão de curso;

3. Público Alvo: Médicos, Enfermeiros, Assistentes Sociais e Psicólogos. Os critérios de seleção serão semelhantes ao do Treinamento em Serviço:

  • Profissionais da SES que já trabalham com adolescentes;
  • Profissionais da SES que desejam trabalhar com adolescentes no contexto da família para ampliação ou fortalecimento do serviço;
  • Profissionais de outras secretarias de governo que atendem o adolescente usuário de drogas na atenção à saúde;
  • Análise de currículo e carta de intenção (máximo 30 linhas);

4. Duração do curso: o curso de terá duração de 12 meses, sendo 07 meses presenciais e 05 cinco meses para elaboração e apresentação de trabalho final de curso.

5. Programação: O módulo teórico será realizado às terças-feiras no horário de 7 às 12h. O módulo prático será realizado às quartas-feiras no período das 7 as 12h e das 13 às 18h. Cada turno terá a carga-horária de 5 horas, todas realizadas no Adolescentro.

6. Investimento - O custo mensal para cada profissional inscrito será:
  • R$ 60,00 para profissionais da SES/DF;
  • R$ 300,00 para profissionais de outras instituições (caso a seleção dos profissionais da SES não preencha todas as vagas)



VALDI CRAVEIRO BEZERRA

Coordenador do Curso


Informações - Duvidas - Contatos:

adolescentro.df@gmail.com

3242-1447 3242-1446 3445-7581

quarta-feira, dezembro 24, 2008

Mais um ano se foi e ficaram as lembranças


Esse ano conseguimos crescer mais um pouco. Se continuarmos assim, teremos que nos mudar para o HRAS.
A cada dia construímos relações amorosas e,
nesse ano, em especial, privilegiamos a equipe do Adolescentro.
Ano que vem, se tudo der certo, estaremos oferecendo o Iº Curso de Especialização substituindo o antigo Treinamento em Serviço. A proposta é iniciarmos na primeira semana de abril. Fiquem atentos.
Bem, nós aprendemos muito esse ano e desejamos a todo
s da família Adolescentro um Natal Feliz e um Ano Novo pleno de possibilidades.

Um grande abraço a todos!





Equipe do Adolescentro

terça-feira, novembro 04, 2008

Crianças, adolescentes, saúde mental e descaso. Quem "somos" os responsáveis?

Na tarde de sexta-feira, dia 31 de outubro de 2008, realizou-se audiência pública, sobre a execução da sentença de 24 de novembro de 2006, que condenou o Governo do Distrito Federal a criar e implementar uma política e serviços de atendimento à saúde mental de crianças e adolescentes, como previsto no ECA. Essa Ação Civil Pública teve início em 14 de março de 1997. Levou nove anos, oito meses e oito dias para a sentença e mais dois anos para se realizar esta Audiência Pública, totalizando 11 anos e oito meses de espera.

Acabou a espera ?
A psicóloga Flávia de Araújo do PDIJ fez uma apresentação contundente e impressionante, tanto histórica como a atual situação da saúde mental da criança e do adolescente no DF: total abandono pelas autoridades em todos esses anos. Como conclusão final o relatório apresenta apenas duas unidades no DF que prestam atenção às crianças e adolescentes: o Centro de Pesquisa, Capacitação e Atenção ao Adolescente e Família (Adolescentro) e o Centro de Orientação Médico Psicopedagógica (COMPP), “os quais não atendem a demanda atual do DF”.
Além da Dra. Tânia Torres Rosa, Subsecretária de Saúde representando o Secretário de Saúde, estavam compondo a mesa o Coordenador Administrativo em exercício da Promotoria de Justiça de Defesa da Infância e da Juventude, Nino Franco, o Promotor de Justiça Anderson Pereira de Andrade, a Subsecretária de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda, Marta Sales, o Presidente do Conselho dos Direitos da Criança e do Adolescente (CDCA), Fábio Teixeira, e o Conselheiro do Conselho de Saúde do DF Michel Platini.

O público usou a palavra, por dois minutos cada, para reivindicar, cobrar, acusar, lembrar, esclarecer e falar de esperanças. De uma maneira geral, os problemas complexos como o uso de drogas, os transtornos mentais, a violência sexual entre outros, são reduzidos a uma simplicidade ingênua, principalmente em uma relação à sua solução: a saúde oferecer tratamento.
A mesa, não diferente da assistência, apontou os absurdos da lotação orçamentária para a saúde mental, acusou a SES de não respeitar até hoje a decisão judicial e, lembrou em boa hora, que o DF é o segundo estado com menor número de CAPES da Federação, só perdendo para o Amazonas. As colocações, todas, foram contundentes e impactantes. Não sobrou espaço para meio termo e acredito que foi uma das audiências públicas mais elegantes, pela seriedade de todos os presentes.

É importante lembrar que foi o resultado do esforço incansável da equipe de Promotores da Infância e Juventude, representados no evento pela Promotora de Justiça Leslie Marques de Carvalho. A promotora Leslie deixou claro que o objetivo do Ministério Público do DF e Territórios é participar ativamente para o cumprimento da sentença. No entanto, não esqueceu o mais importante: “Vamos fiscalizar o trabalho, mas o diálogo faz parte de todo esse processo”.
Como esperado, a audiência terminou com a fala da Subsecretária de Saúde, respondendo as questões colocadas. As colocações de Dra Tânia foram de uma honestidade e responsabilidade tão elegantes, que não houve discussão ao final. Algumas delas:
  1. As cobranças aqui realizadas não intimidam, mas intimam soluções;
  2. O que posso prometer é a determinação de trabalhar com todas as forças para que esta situação se desfaça e, em outra tarde, sem constrangimento eu poder desejar uma boa tarde;
  3. Todas as instituições envolvidas têm que desenvolver atos interdisciplinares para resolver o problema;
  4. Assumimos o que nos cabe e disporemos todos os recursos da SES para que se comece o equacionamento dessas questões;
  5. Mudança de cultura tem que ocorrer e não temos mais tempo. Esse é um dos nossos maiores problemas!
Esse é o momento?
Como o Adolescentro foi citado em várias ocasiões na apresentação sobre a situação da Saúde Mental no DF, é fundamental fazermos algumas colocações na esperança de ajudar nas soluções, pois não temos mais tempo, como colocado pela Subsecretária de Saúde:
Tanto a Saúde Mental como o uso de Drogas, são fenômenos biopsicossociais, e a criança e o adolescente são totalmente diferentes do adulto nos mesmos fenômenos. A criança não é um adulto pequeno. Adulto pequeno é anão. Nesse ponto endossamos a proposta da Dra. Mariza, gerente do COMPP, de ser criado na SES uma gerência específica para tratar da saúde mental da infância e adolescência.
Mesmo que a saúde funcione como um termômetro, e pareça que o problema reside nela, os problemas e limitações sociais, da justiça, do serviço social e do trabalho, participam da construção e manutenção desses fenômenos;
  1. Todos nós profissionais temos a deformação pela formação que temos. Seria hilário se não fosse desesperador um diálogo entre a saúde e a justiça, sobre um caso de violência sexual intradomiciliar. O conceito de violência sexual para justiça é centrado no autor, no crime. O foco do conceito da saúde TEM QUE SER focado no(o) sobrevivente da violência, justamente aquele que não faz parte da lei. No entanto, quando sentamos imbuídos em resolver o problema dessas pessoas, os resultados são maravilhosos e impressionantes;
  2. Só fazemos parte da solução se fazemos parte do problema. O inverso também é verdadeiro e sério. Enquanto as instituições envolvidas não tornarem-se parceiras e assumirem-se como parte do problema, vamos continuar no mesmo. Para isso é fundamental criar um Grupo de Ação com representantes permanentes e com autoridade para tomar decisões para resolver o problema. Nós, como cidadãos, temos que EXIGIR RESPEITO das autoridades que elegemos, para a saúde mental;
  3. O problema é urgente. Para nós, só usa drogas quem pode não quem quer. Em nossa experiência, os distúrbios e transtornos mentais, emocionais e afetivos precedem o comportamento.
Investir na prevenção e atenção à saúde mental da criança e do adolescente será a maior economia que qualquer governo possa fazer.
O grande problema dos transtornos mentais e o uso de drogas (entre outros) é que todos nós queremos distância. São problemas que nos envergonham, denunciam nossos piores temores e preconceitos. O pior de tudo é que, os transtornos mentais e o uso de drogas, além de roubar a cidadania das pessoas que padecem desses problemas, autorizam a sociedade como um todo, trata-los como coisas, pois só dão problemas. Temos que esquecê-los.

Basta lembrar que o processo que levou 11 anos e oito meses e nenhum jornal da capital achou o assunto importante para ser divulgado, a não ser no site da MPUDF .

Fica o desafio: Faça parte do problema!

Valdi Craveiro Bezerra

Duas primeiras fotos de José Evaldo Vilela no site
http://www.mpdft.gov.br/joomla/index.php?option=com_content&task=view&id=927&Itemid=1.

quinta-feira, setembro 11, 2008

Semana do Adolescentro de 16 a 19 de setembro


Porque a festa do Adolescentro em setembro?
Porque é dia de seu aniversário, dia do adolescente e início da primavera!






16 de setembro de 2008 - Terça-feira

Local - Adolescentro

08 às 09h - Abertura da II Semana do Adolescentro

09 às 18h - Roda de Conversa - Espaço para os serviços que trabalham na atenção ao adolescente discutirem propostas para aperfeiçoar o processo e melhorar o atendimento com os recursos que temos.

Tema para 2008 - Criação doa Centros de Atenção e Pesquisa da Adolescência.

Faça sua inscrição. Baixe e o Formulário de inscrição e o envie por e-mail ao adolescentro.df@gmail.com


17 de setembro de 2008 - Quarta-feira

Local - Hospital Regional da Asa Sul

08 - 09:45 - Palestra - Diagnóstico e tratamento das Comorbidades no transtorno do déficit de atenção e hiperatividade. - Convidado Especial Dr. Erasmo Casella - Neuropediatra do Instituto da Criança - USP - São Paulo

9:45-10:15 - Intervalo

10:15-12h - Mesa redonda - Conversando sobre comorbidades no Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade – TDAH - Erasmo Casella


18 de setembro de 2008 - Quinta-feira

Local - Hospital Regional da Asa Sul

8h-9:45 -Palestra - Transtorno Bipolar na Infância e Adolescência – Marines Teixeira - Adolescentro

9:45 -10:15 -Intervalo

10:15-12h -Palestra - Tratamento no Uso de Drogas – Leonardo Prudente - GESAN

19 de setembro de 2008 - Sexta-feira

Local - Adolescentro

Aberta a toda Comunidade Adolescentro

Festa do aniversário de Adolescentro


Sejam Bem vindos

terça-feira, setembro 09, 2008



ANIVERSÁRIO DO ADOLESCENTRO

Na semana de 15 a 19 de Setembro comemoraremos mais um aniversário do Adolescentro. Como todos os anos, desenvolveremos algumas atividades durante essa semana.

Iniciamos com o convite para que todos – clientes, funcionários, instituições parceiras, amigos e todos os interessados em conhecer o nosso trabalho – venham dançar, conversar, festejar, assistir as apresentações de dança, música, etc., apagar as velinhas e é claro degustar salgadinhos e bolinhos que todos compartilharão com alegria.
Vamos relembrar o que significa essa comemoração:

O ADOLESCENTRO iniciou suas atividades em fevereiro de 1982 no Setor de Adolescentes da Unidade de Pediatria do Hospital de Base. Desde o início procurou assumir uma postura sistêmica ao ver este adolescente como um todo, em seu aspecto físico, psicológico e social. A clientela é composta por adolescentes de 10 a 18 anos e 11 meses de idade. O acolhimento é tanto para o adolescente quanto para sua família, sendo esta nossa principal parceira e aliada no atendimento ao adolescente.

A equipe do Adolescentro é formada por médicos hebiatras (5), ginecologista (2), neuro-pediatra (1) e psiquiatra (1), psicólogos (5), enfermeiros (2), dentistas (2) e assistente social (1) especializados no atendimento ao adolescente e sua família e comprometidos na realização de um trabalho transdisciplinar. A equipe realiza em média 800 atendimentos por mês divididos entre os diversos programas oferecidos.

A equipe do Adolescentro realiza um Treinamento em Serviço desde 2000, tendo como prioridade os servidores da Secretaria do Estado de Saúde do DF. Com isso, a equipe do Adolescentro pretende ampliar a atenção ao adolescente e família na rede do Distrito Federal e entorno. Esse treinamento está em processo de transformação para ser reconhecido como curso de especialização pela FEPECS – Fundação de Ensino e Pesquisa de Ciências de Saúde.

O Centro de Saúde 1406, situado na 605 Sul, da Secretaria de Saúde do Distrito Federal foi recentemente transformado em Adolescentro (Decreto n° 47 de 26/09/2006) - ver www.adolescentro.blogspot.com, por isso a equipe de todo o centro de saúde está integrada e voltada para atenção ao adolescente e sua família. Em janeiro de 2008, essa equipe se reuniu e foi realizado o Planejamento Estratégico do Adolescentro, onde foi formalizado a missão, visão objetivos e metas.