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domingo, setembro 20, 2009

ANIVERSÁRIO DE 11 ANOS DO ADOLESCENTRO - 1

Na sexta passada o Adolescentro encerrou sua semana com a comemoração de seu aniversário,
como já é tradição, com apresentações dos parceiros do Adolescentro, isto, os adolescentes e suas famílias.

Foram vários os presentes que a equipe do Adolescentro recebeu, entre elas uma grata surpresa, uma reportagem do Correio Brasiliense de Cecília Castro, que todos devia ler.
Ao Correio, nossos agradecimentos e especialmente a Cecília de Castro, por sua sensibilidade e decisão de fazer uma repostagem que não traz sofrimento, mas sucesso!

Um grande abraço!

Valdi Craveiro Bezerra
Médico Hebiatra

quinta-feira, agosto 07, 2008

FÉRIAS CULTURAL DO GRUPO TERAPÊUTICO-VIVENCIAL DE ADOLESCENTES MAIORES DE 14 ANOS (GTV-14)

O mês de julho foi muito rico para o GTV-14, pois aproveitamos este mês de férias para enriquecer nossa bagagem cultural. Realizamos visitas a duas valorosas exposições que estiveram em Brasília-Darwin em Brasília e os eternos tesouros do Japão.

No dia 15 de julho de 2008 o grupo visitou a Exposição Darwin em Brasília – a mais completa exposição sobre a vida e obra do naturalista inglês Charles Darwin. A exposição estava dividida em oito seções que retratavam toda a trajetória de vida de Darwin, a expedição do Beagle (com a passagem do naturalista pela América do Sul), descoberta de espécimes e o desenvolvimento da teoria da evolução. A mostra trouxe artefatos, documentos, filmes e vídeos interativos, o que realçou a contemporaneidade da teoria da evolução das espécies.

Essa exposição foi inaugurada em novembro de 2005 em Nova York, passou por poucos países e foi uma rara oportunidade para nós brasilienses ter contato com uma obra dessa grandeza. Foi muito proveitoso para discussão do GTV-14, trazendo para atualidade o evolucionismo. A reflexão de que a seleção das espécies é contínua, e se traduz, nos dias de hoje, na inserção digital e tecnológica, além da busca pelo conhecimento como essencial para uma “adaptação” social ao mundo moderno.

Para nós profissionais, a discussão da teoria sistêmico-complexa ficou ainda mais evidente se pensarmos que a inter-relação existente nos mais simples sistemas vivos interfere nos mais complexos fenômenos das relações humanas.

A segunda visita do grupo foi a exposição “Eternos Tesouros do Japão – a arte samurai” , que esteve em Brasília, de 19 a 30 de julho, no Museu Nacional do Conjunto Cultural da República. Foi realizada em comemoração ao centenário da imigração japonesa ao Brasil. Entre biombos, armaduras, gravuras, utensílios lindamente decorados em laca e textos na sua escrita peculiar – os ideogramas, quase imagens – tivemos acesso a peculiaridades de uma época e costumes orientais muito ricos em detalhes e construídos artesanalmente.

Para entrar em contato com aspectos e hábitos culturais diferentes é preciso se destituir dos nossos pré-conceitos. Conhecer e respeitar a diversidade depende de uma outra postura, a de compreender sem julgar, de admirar sem comparar. E a cultura japonesa tem sentidos e significados referentes a vida, morte, dignidade, luta, jamais compreendidos por nós ocientais, por termos nossos legados histórico-culturais, valores, religiões, uma subjetividade social que nos permite outra maneira de pensar esses mesmos valores...

Essas visitas, além de proporcionarem um momento de confraternização, demonstram que podemos ter acesso, lazer e contato com realidades que enriqueçam nossas vivências e possibilitem o exercício da cidadania.

“É interessante contemplar uma encosta conjusamente entrelaçada, revestida por diversas plantas de diversos tipos, com pássaros contando nos arbustos, com vários insetos voando, e com minhocas rastejando na terra úmida, e pensar que essas formas elaboradamente construídas... foram todas produzidas por leis agindo à nossa volta...

Há uma grandeza nassa visão da vida, com seus diversos poderes, havendo sido originalmente insuflados em algumas poucas formas ou em uma só; e que, enquanto este planeta esteve revolucionando de acordo com a fixa lei da gravidade, a partir de um início tão simples, infinitas formas, as mais belas e mais maravilhosas, evoluíram e continuam evoluindo.”

Charles Darwin

Bjos Ana Míriam e Michelle

Fotos - Valdi



quinta-feira, dezembro 13, 2007

Moçambique encontra o Adolescentro















Terça-feira dia 11 o Adolesce
ntro recebeu a visita de duas mulheres maravilhosas de Moçambique. A diretora de Assuntos de Família, Mulher e Gênero do Ministério da Mulher e Ação Social de Moçambique, Célia Armando e Berta Seiuma, técnica responsável por ações de enfrentamento da violência de Moçambique. Acompanhando Célia e Berta, estavam Ana Margareth Gomes, da área técnica da Saúde da Mulher do Ministério da Saúde/Brasil, parceira do Adolescentro e Fernanda Lopes do Fundo de População das Nações Unidas/UNFPA/Brasil, futuros parceiros.

Moçambique é um país jovem. Decretou sua independência em 25/06/1975 livrando-se da violência colonialista e entrando em outra violência, a da guerra civil. Nenhuma delas é mais ou menos importante que a outra. Desde as terríveis minas terrestres, mutiladoras de corpos e de almas, até a violência doméstica e sexual, não importa, violência é violência e sempre será uma vergonha humana, e por isso, deve ser eclipsada, escondida.

Por isso toda atitude que tire das sombras a violência sexual, merece nossa admiração e respeito. Essas duas mulheres poderosas vieram à Brasília e quiseram conhecer um serviço, que como elas, parece que lutam contra a maré, no que diz respeito aos resultados. Isso se deve ao fato de temos que lutar não apenas contra uns “monstros”, autores da violência, mas contra toda uma cultura, que disfarçadamente, dos tempos bíblicos até hoje, trata a mulher e a criança como mercadorias. A forma de a cultura humana pensar a violência sexual contamina até as instituições e as pessoas que lutam contra ela, levando-as a contribuir com a invisibilidade da violência sexual.

Essa armadilha começa com a reificação da violência. Ao transformá-la em coisa, em um instrumento em vez de uma relação desigual entre sujeitos em um determinado contexto, nos eximimos da co-responsabilidade por todas as violências sexuais. Isso fica evidente ao observarmos nossa reação ou FALTA DE AÇÃO diante da INIQÜIDADE do nosso Código Penal, ao considerar a violência sexual, um dos crimes mais hediondos, perversos e danosos contra a integridade biopsicosoccial do ser humano, como um (simples) crime contra os costumes. ISSO É UMA VERGONHA. EU MORRO DE VERGONHA, não de ser homem, mas de ter no corpo da lei de meu país esse absurdo. O que está em jogo não é o castigo, a pena, mas a maneira de desqualificar a vítima, geralmente uma mulher ou criança, em função do autor, em sua grande maioria um homem.

Para sair dessa armadilha, nós do Adolescentro adotamos um conceito sistêmico que considera a violência sexual relação e, com isso, nos denuncia sempre que nossos pré-conceitos afloram.

Violência sexual é uma relação desigual de poder, de força, ou de nível de compreensão do que esteja acontecendo, entre a vítima e o autor que, ao desqualificar o outro como sujeito, usa-o para sua satisfação sexual de forma física, psicológica ou social, em um contexto familiar e/ou social que constrói esses personagens e propicia ou facilita a formação dessas relações. (Bezerra,VC; 2007)

Foi um encontro de irmãos, parecia que nos conhecíamos há tempos, apesar de nunca termos nos vistos. No entanto, não foi a cultura que nos uniu, apesar da língua ser a mesma, mas nosso enfrentamento a violência sexual, que em última análise, é uma luta contra nós mesmos. Talvez por isso, carreguemos uma sensação de que isso não acaba nunca. Ao menos a uma conclusão já chegamos: não adianta punir, temos que aprender e ensinar o respeito incondicional ao outro, que apesar das diferenças, jamais seremos desiguais diante dos homens.

Enquanto apresentávamos o Adolescentro, Moçambique se preparava para ser quarta-feira, e ainda estávamos na terça sem saber de nada. Esse fuso horário é às vezes desconcertante, assim como a violência, quando descobrimos que é a mesma e no entanto está em todos os lugares ao mesmo tempo. Como pode?

Conheça um pouco mais de Moçambique e se tiver curiosidade visite também o Adolescentro. É importante para nós sabermos que não estamos só. Foi esse presente que Célia e Berta nos deixaram.

Um grande abraço!


sábado, dezembro 01, 2007

Aumente seu prazer e prolongue o dela, use camisinha!

1º de dezembro, dia mundial de luta contra a AIDS

Um dos maiores parceiros nessa luta é o preservativo, também conhecido como camisinha, camisa de Vênus, condon e outros.

Vem de muito tempo a preocupação do homem se proteger das doenças sexualmente transmissíveis (DST). Por muito tempo elas foram chamadas de doenças venéreas, em analogia a Vênus, deusa do amor. Como amor e sexo são coisas diferentes, apesar de poderem andar juntas, é preferível o termo DST.

Os egípcios já se protegiam com capinhas em volta do pênis para se proteger de picadas de insetos, ferimentos e provavelmente de doenças.

Foi a mitologia grega que deu a idéia e apresentou a camisinha ao ocidente.

“O rei Minos, filho de Zeus e Europa, era casado com Pasiphë. O monarca era conhecido por seu amor pelas mulheres e suas inúmeras amantes. Por obra de Pasiphë, Minos passou a ejacular serpentes, escorpiões e lacraias, que matavam toda aquela que se deitasse com o soberano. Pasiphë era imune ao feitiço aplicado a Minos, mas este tornou o rei incapaz de procriar. Minos, no entanto, se apaixonou por Procris. Para evitar que a relação com Minos lhe trouxesse a morte, Procris introduziu em sua vagina uma bexiga de cabra. Os monstros ficaram aprisionados na bexiga e Minos voltou a poder ter filhos."

A primeira descrição parecida com o preservativo atual, data de 1564,e foi feita pelo anatomista Gabriello Fallopio, intitulado De Morbo Galico (Doença Inglesa). Nome como a sífiles era conhecida na época, resultado da eterna rivalidade entre franceses e ingleses. Nesse estudo, Fallópio experimentou em 1100 homens “um envoltório de linho sobre o pênis durante o ato sexual, o qual impediu a disseminação de doenças, especialmente da sífilis”. No entanto o nome condon, apesar das controvérsias, dizem ser devido ao Dr. Condon, médico inglês da corte de Charles II, monarca do Reino Unido (1660-1685) que popularizou o protetor na língua inglesa.

A camisinha conheceu vários processos de fabricação e materiais. Em 1700 seu uso era extremamente popular, principalmente como método anticoncepcional. Os preservativos eram feitos à base de tripa animal. Nos anos de 1800, os japoneses criaram uma camisinha feita com um couro bem fino. Em 1843 com a descoberta revolucionária da vulcanização da borracha (adicionando enxofre e submetendo-a ao calor) permitiu que as camisinhas se tornassem mais elásticas e fossem produzidas a custos baixos. Em 1930 o látex líquido substituiu a vulcanização da borracha na fabricação os preservativos. Essa trecnologia continuou a se desenvolver até o surgimento das camisinhas de poliuretano, muito mais confortáveis.

Passados 1443 anos da publicação de estudo de Fallopio (1564), a preocupação com a prevenção continua, não só das DST, mas também da gravidez não planejada. O grande desafio continua convencer as pessoas dos direitos de se cuidarem. A apropriação do direito e dever de cuidar de sua vida e de todas as vidas, de buscar melhorias para si e para os outros é um processo. Só não podemos olhar muito para frente, onde queremos chegar, e percebermos onde estamos e entrar em desânimo. Já caminhamos muito. "O uso do condom no Brasil tem crescido regularmente desde o início da epidemia de HIV/AIDS."

Ainda não conseguimos introjetar a camisinha em nossa subjetividade, como o ato de beber coca-cola, por exemplo. Ainda há preconceitos, medos e muita ignorância e maldade travestidas de religião ou de parlamentares (vereadores, deputados, senadores) sem nenhum argumento empírico comprovado, propondo leis castradoras de todos os tipos.

Mas vamos resistindo. Nosso sonho de consumo é chegar um dia, que não iremos mais dormir, sem ver, assistir ou ouvir uma propaganda sobre o uso da camisinha, assim como acontece com a coca-cola. Aprender sobre o valor da vida, do direito de ser feliz, de ter prazer, de amar a si e aos outros. E de tanto ser bombardeados, quem sabe, passaremos acreditar que somos sujeitos de nossa vida, de nossa saúde, de nossa existência e da existência da vida, e a camisinha seja parte disso.

Infelizmente os recursos dos homens honestos, que lutam para cuidar da saúde do povo, são escassos. Mas sabemos que temos recursos. Só precisamos ser mais espertos e chegarmos antes dos políticos, funcionários públicos e empresários desonestos meterem a mão no nosso bem público. O problema é que eles têm um estímulo muito maior que a vida. Eles têm a impunidade!

É claro que toda essa luta não se resume a isso, o que é muito bom. Podemos lutar de várias formas e lugares a favor da vida. O Ministério da Saúde, por exemplo, lançou o Blog QUALSUAATITUDE? . Além de interessante é um ponto de encontro de idéias. Nós do Adolescentro, há mais de dois anos, que estamos vinculando a camisinha ao prazer em vez da preocupação com doenças e gravidez. Apesar de muitos falarem o contrário, a camisinha diminui sim a sensibilidade peniana. Isso faz com que o homem demore mais a ter o orgasmo. O pior é que isso é visto como problema pelos garotos que ainda não perceberam o outro na relação. ACORDEM HOMENS!

Preste atenção. Cada vez que você demora, mais intenso será seu orgasmo. Demorando mais, sua parceira terá chances de ter VÁRIOS orgasmos e numa mais esquecer de você. Que tal? Por isso,

Caso contrário...., veja por si mesmo!






quarta-feira, novembro 07, 2007

Adolescentro recebe condecoração da Vara da Infância e da Juventude





(06/11/2007 - 16:53) Página da SES

O Adolescentro receberá condecoração da Vara da Infância e da Juventude, nesta sexta-feira (09), às 9h30, no Auditório Nívio Geraldo Gonçal

ves (SGAN 909 Norte, módulo C/D). Centro de referência, pesquisa, capacitação e atenção ao adolescente em família, o Adolescentro é considerado um dos melhores serviços prestados pela rede públ

ica de saúde ao adolescente no Brasil.

A iniciativa da condecoração é do juiz da Vara da Infância e da Juventude, Renato Rodovalho Scussel. O Adolescentro faz cerca de 800 atendimentos por mês, entre adolescentes e familiares. Há um ano, foi reconhecido como Centro de Atenção Psicossocial – CAPS, conforme publicação no Diário Oficial do DF (Portaria nº 47, de 26/09/2006).

Equipe
Uma equipe formada por hebiatras, psicólogos, psiquiatras, ginecologistas e odontólogos atuam no Adolescentro. Além de atendimento psico-social, os adolescentes têm tratamentos dentários e ginecológicos. É referência no atendimento ao adolescente com idades entre 10 e 19 anos incompletos em situação especial por uso de drogas, conflitos com a lei e convivência de violência sexual (neste caso trabalha tanto com a vítima como com o agressor).

Para marcar consultas no Adolescentro, se for para casos de envolvimento com drogas ou violência sexual, basta comparecer ao centro de segunda à sexta-feira, em horário comercial. Já para transtornos de comportamento e déficit de atenção, a marcação é feita toda última sexta-feira de cada mês.

Acácia Daniel/SES/DF

domingo, setembro 30, 2007

Festa da Família Adolescentro 2007

Festa comunitária do Adolescentro - 25 anos de atenção ao adolescente no DF, 9° aniversário no CS 1406 e o 1º ano do CS06 como Adolescentro

Sexta-feira, 21 de setembro de 2007.

A algazarra ocorreu sob o sol implacável. Em frente ao palco, as mesas distribuídas estavam lotadas. A maioria em pé, se movimentava ao redor das mesas. Familiares, amigos, convidados. Eram quase 15 horas, e o burburinho e a agitação ocupavam o estacionamento do Adolescentro. Algumas pessoas apenas olhavam para o palco, esperando algo. Outros, ocupados, se moviam de um lado a outro, responsáveis pela organização do evento ou por oferecer a bebida e os quitutes. Depois de uma breve explicação ao microfone, jovens dançarinos ocupam o palco. Apresentam uma coreografia e, em seguida, um dos adolescentes faz, com sua voz, uma imitação impressionante de efeitos sonoros e ruídos enquanto seus colegas ensaiam passos.

Novamente algumas pessoas se alternam ao microfone. Parte da platéia tenta ouvir em meio à bagunça, outros conversam e gargalham alto. Algumas pessoas se acomodam à sombra das árvores e conversam em pequenos círculos. Os garçons oferecem sorvetes e andam poucos passos antes que as bandejas esvaziem. Muita gente que não se encontrava há algum tempo parece se reencontrar. Trocam abraços e demonstram interesse por saber o que cada um anda fazendo.

Próximo ao palco, um adolescente senta ao chão. Está acompanhado de amigos, mas simplesmente se afasta da roda de conversa e se senta no meio fio branco que contorna a área do estacionamento. Ajeita o boné e parece compenetrado observando o movimento em meio às mesas.











Rafael Baliardo










terça-feira, setembro 18, 2007

RODA DE CONVERSA 2007 - Fortalecendo a Rede de Atenção ao Adolescente.

Apesar do calor e da seca seguirem castigando a todos, o clima não impediu que nesta terça-feira, 18 de setembro, a Roda de Conversa 2007 reunisse, para um encontro de amigos e parceiros, no Centro de Vivências do Adolescentro, na L2, 605 Sul, os profissionais dos serviços de referência e atenção ao adolescente da Secretaria de Saúde do DF.

Este encontro, que praticamente durou o dia inteiro (das 7h às 18h), é mais um evento vinculado à Semana do Adolescentro 2007 e consistiu em uma grande troca de experiências entre as regionais que oferecem serviços de atendimento e atenção integral à adolescência. Estavam presentes colegas da unidade mista de Taguatinga, dos centros de saúde de São Sebastião, Sobradinho, Paranoá, Candangolândia, Núcleo Bandeirante, Riacho Fundo, Gama, Brazlândia, Ceilândia, Santa Maria, Gama, Recanto das Emas e do próprio Adolescentro.

A roda iniciou pela manhã com as apresentações dos representantes de cada unidade, em que estes dividiram suas experiências sobre as condições de trabalho, as conquistas e as dificuldades presentes no dia-a-dia. A apresentação, interrompida para o almoço no próprio Adolescentro, ocupou também parte da tarde.

Já a segunda parte da roda de conversa foi dedicada à discussão de soluções, a articulação de questões e a tentativa de otimizar as informações e as experiências apresentadas pelos profissionais dos serviços de atenção à adolescência.

Como todo encontro desse porte, parece não haver tempo suficiente para se discutir todas as questões e dar a atenção que cada assunto merece. Porém, ocasiões como essa vão muito além do debate de tópicos, são lições reais de dedicação, perseverança e capacidade de superação.

Rafael Baliardo
Assessor de Imprenssa



segunda-feira, setembro 17, 2007

POLÍTICAS PÚBLICAS NA ÁREA DE VIOLÊNCIA SEXUAL

Semana do Adolescentro – Segunda-feira - 17 de setembro de 2007

Hoje iniciamos a comemoração do aniversário de 25 anos de atenção ao adolescente no DF, que nasceu no Setor de Adolescente da Unidade de Pediatria do Hospital de Base e o 9º aniversário do Adolescentro no Centro de Saúde 1406.

Na abertura de nossas atividades da Semana do Adolescentro, recebemos a pedagoga Cláudia Araújo, responsável pelo Programa de Atenção Integral a Saúde da Mulher do Ministério da Saúde para falarmos sobre as políticas do MS para a mulher que sofre violência.

Na segunda feira de cada semana funciona no Adolescentro o Programa de Atenção aos adolescentes e seus familiares que viveram violência. Toda a equipe que participa desse programa estava interessado em conhecer os objetivos e as prioridades do Ministério da Saúde em relação à saúde da mulher.

Nosso objetivo com esse encontro é de estreitarmos nossa parceria com as ações do Ministério em relação às situações de violência que vive as mulheres. Em um primeiro momento, Claudia nos apresentou os objetivos do Programa de Atenção a Saúde da Mulher.

Num segundo momento, assistimos ao vídeo de 12 minutos, que foi realizado por uma ONG de Porto Alegre. Esse vídeo foi elaborado como material educativo para profissionais e instituições que trabalham contra a violência sexual no Brasil. Em seguida conversamos sobre nosso trabalho de violência e as intersecções com os objetivos da política de promoção da saúde da mulher do Ministério da Saúde.

Acreditamos que foi um encontro muito proveitoso para todos os participantes. No final saímos com três certezas. A primeira é que temos que promover mais encontros com nossos parceiros. A segunda é que estamos no caminho certo em relação ao trabalho que desenvolvemos com adolescentes e seus familiares que vivem violência. A terceira é que precisamos divulgar o trabalho que realizamos. Precisamos escrever, publicar, fazer filmes e produzir material para ser utilizado na prevenção e ações de atenção ao adolescente e mulheres vítimas de violência.

Termino com uma palavra nova que a Claudia disse sobre um processo de mudança e superação da violência vivida que é um dos objetivos do nosso trabalho.

“Vamos Dolorir - colorir a dor”

e uma frase de uma mulher que testemunhou no filme sobre sua violência e seu processo de superação:

“Pronta para o amor a dois, suave, escolhido”.


Ana Carolina Bessa Linhares

Coord. do Treinamento em Serviço do Adolescentro

sábado, maio 05, 2007

Prata da Casa chamada Fernanda!


Um sistema é formado pela soma de todas suas partes, mais todas suas inter-relações. É por isso que o todo é maior que a simples soma das partes. Por outro lado, essas inter-relações fazem surgir em cada parte, características, emoções, pensamentos, comportamentos, atitudes, que se essa parte tivesse isolada do sistema não apresentariam. O que cada parte apresenta no sistema está de acordo com o sistema. Isto é, a parte não participa como um todo, com todas suas características no sistema, mas apenas com uma parte. É por isso que o todo é menor que a soma das partes. Por exemplo: Nandinha é agente administrativo no Adolescentro. Vem sempre andando para o CS06, e chega com uma disposição de dar inveja. Servidora excelente, competente e não para nunca.

Não para nisso também, pois uma outra parte da Nandinha chama-se Fernanda Vieira Espíndola, atleta máster de natação. Pasmem!

Nos dias 27, 28, 29 e 30 de abril Fernanda, como sempre, competiu no 41º CAMPEONATO BRASILEIRO DE MASTERS DE NATAÇÃO, e trouxe cinco medalhas: 2º lugar 200m Costa, 2º lugar 100m borboleta, 3º lugar 200m borboleta, 3º lugar 400m medley, 8º lugar 50m borboleta.

O Campeonato foi realizado no Conjunto Aquático Cláudio Coutinho. As provas são divididas por faixa etária, 50+, 45+, 35+ e pré-master, acima de 25 anos. O Conjunto Aquático estava cheio de atletas e alguns poucos familiares. Não havia platéia, como há para esses atletas comuns, que vemos todos os dias na TV, podres de ricos. Eram atletas na vida, competindo em baterias uma atrás da outra. Parecia um formigueiro mudando de lugar. Cada uma fazia sua parte: largava, nadava, chegava e o resultado não era o mais importante. O mais importante era estar na água, nadando, vivendo plenamente aquele momento.

A única coisa chata é que achei aqueles atletas, todos MENTIROSOS, pois ninguém parece ter a idade da prova que estava competindo. Todas as pessoas de minha faixa etária pareciam ter a metade de minha idade.

Foi assim que assisti nossa Fernanda nadar, que além de emocionante, eu entendi sua disposição na vida. Fernanda pode não nadar durante seu trabalho no arquivo. Mas, nas inter-relações formadas no sistema Adolescentro, ela não consegue esconder sua parte atleta.

PS. Eu ainda acho que ela aumenta a idade só para fazer inveja na gente!

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quinta-feira, abril 12, 2007

NOTA DE ESCLARECIMENTO


Hoje, dia 12 de abril, Dr. Renato Canfora, Gerente da COSAM, meu amigo pessoal, mostrou-se descontente com a postagem de 02 de março de 2007, intitulada: Eu grito, tu gritas, Daniela grita, nós gritamos...., e questionou o relato, que o considerou cheio de inverdades. Após algumas colocações e esclarecimentos, localizamos no tempo e no espaço o ocorrido e solicitei do amigo, uma nota a respeito, para colocar no blog do Adolescentro, na íntegra.

Como a postagem deixa claro desde o início, o relato foi de uma denúncia na reunião do dia 02 de março do Colegiado de Saúde Mental do DF. Essa provocou uma verdadeira comoção nos presentes. Apesar de ter outros profissionais da instituição onde o fato supostamente ocorreu, não houve, naquele momento, nenhum questionamento ou desmentido sobre o que foi colocado.

O objetivo dessa postagem não foi em momento algum acusar ou denegrir, mas não deixar que o fato caísse no esquecimento.

Bem, na mesma reunião foi organizada uma comissão para averiguar as duas denúncias, com a maior transparência possível. A nossa expectativa sobre o resultado é de poder concertar e aprender a fazer o melhor possível. Se isso acontecer, todos nós sairemos ganhando: profissionais, instituições, nossos clientes e a comunidade como um todo.


Valdi

terça-feira, março 20, 2007

O Adolescentro também vacina

A definição do CS06 como Adolescentro, criou na mente de algumas pessoas umas dúvidas no mínimo engraçadas. Perguntar se ainda é um Centro de Saúde é a mais comum. Frequentemente recebemos solicitações de macas, mesa de exames, aparelhos odontológicos, remédios da farmácia, com a "justificativa" de que agora somos o Adolescentro. De fato, não somos mais o CS06 que éramos, somos agora um Centro de Saúde de Excelência.

Excelência na competência e na vontade de atender a comunidade adolescente e sua família, de procurar cada vez mais fazer o melhor, e acima de tudo, se sentir confirmado e realizado pelo trabalho profissional de alta qualidade efetuado.

A despeito disso, a equipe de Enfermagem Adolescentro realizou a atualização dos cartões controles de vacinana (espelho) das crianças cadastradas na nossa unidade até Setembro de 2006. Esta atualização foi realizada através de busca ativa dos pais e /ou responsáveis pelas crianças, com visita domiciliar e/ou por contato telefônico.

Este tipo de atividade já havia sido realizado anteriormente, porém não com tanto empenho da equipe. Com este diferencial foi possível atualizarmos os cartões 2003 até outro de 2006.

Dispomos hoje de 401 crianças cadastradas, destas, 340 encontrava-se em atraso e/ou com vacinação em outra unidade de saúde.

Com esta iniciativa foram atualizados 235 cartões até janeiro de 2007, correspondendo a 58%.

Parabenizamos a equipe responsável, as enfermeiras Laura Tavares Barbosa, Jumaida Mª Insaurriaga e com destaque em especial para a técnica de enfermagem Aldeny Araújo e a agente de saúde Maria Laura Lustosa, incansáveis e persistentes nessa tarefa.

Realmente não somos mais um centro de saúde, somo O CENTRO DE SAÚDE!

Laura Tavares Barbosa

terça-feira, março 06, 2007

Bem vindos a bordo da felicidade

Hoje inicia um novo desafio para o Adolescentro. Oferecer um Treinamento em Serviço de no mínimo 360 horas para 55 profissionais. O Treinamento em Atenção Biopsicossocial ao Adolescente em Família é oferecido em várias modalidades. Todas essas participam da mesma atividade técnico-científica na terça-feira das 07 às 12 horas. Hoje apresentamos o Adolescentro - o Centro de Referência, Pesquisa, Capacitação e Atenção Biopsicossocial ao Adolescente em Família e o Programa do Treinamento em Serviço.

Até ano passado não passavam de 30 o número de profissionais em treinamento. Esse ano nós assumimos o desafio de treinar 55 profissionais, pertencentes a 13 regionais da SES e a 05 outras instituições.

O objetivo é ampliar e construir cada vez mais a rede de atenção biopsicossocial ao adolescente na SES.

Para a Secretaria de Saúde é o treinamento mais barato que existe e que dá maiores dividendos. (1) Recicla seus profissionais com recursos da própria SES sem gastar um centavo nem se preocupar com os custos do treinamento, a não ser manter o salário dos servidores quando liberados; (2) Investimento na promoção pessoal desses servidores tornando-os mais felizes e realizados profissionalmente; (3) Amplia a rede de atenção ao adolescente oferecendo um serviço de ponta e de alta qualidade para a população; (4) Dá uma resposta a pressão da justiça em garantir o atendimento à população adolescente com problemas de drogas; (5) Contabiliza 17 serviços criados e montados a partir do Treinamento em Serviço oferecido pelo Adolescentro, os quais todos os anos se encontram para discutir e trocar experiência para a promover da autonomia de cada um.

No entanto, a própria SES, principalmente seus gestores, desconhecem tudo isso. Afirmamos isso porque nós do Adolescentro, apesar de enaltecendo o nome da SES com esse treinamento, sofremos todos os anos com atitudes equivocadas, de pessoas cujo cargo lhes dá o poder de trabalhar contra a população e contra os objetivos da SES sem serem questionados.

Mesmo assim continuamos a fazer o que achamos que é o certo. Independente da prepotência de pessoas que utilizam seus cargos como estivessem pilotando a cozinha de suas casas, vamos continuar lutando para a expansão da rede de atenção biopsicossocial ao adolescente em família na rede de saúde da SES. Essas pessoas não precisam estudar, ensinar, crescer, criar serviços, se comprometer ou promover cada vez mais a saúde da população. Elas são assim mesmo, infelizes.


Hoje, diante de tantos objetivos do treinamento 2007, nos perguntaram qual seria o objetivo mais importante. Quanto a isso não temos dúvidas.





Aprender a ser mais felizes sendo quem somos: Profissionais guerreiros contra toda iniqüidade.