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terça-feira, janeiro 26, 2010

BAIXE O EDITAL DA EPECIALIZAÇÃO

Para baixar o edital do I Curso de Especialização na Atenção Biopsicossocial ao Adolescente em Uso de Drogas e usar os Anexos, clique aqui. Divulgue o máximo que poder, o tempo ficou curto, mas factível.

Um grande Abraço.

terça-feira, março 24, 2009

O Treinamento em Serviço do Adolescentro vai virar Curso de Especialização?

É justamente isso o que queremos. Nossa pretensão era comerçarmos no dia 07 de abril. No entanto, os prazos estão curtos e provavelmente o I Curso de Especialização na Atenção Biopsicossocial ao Adolescente em Uso de Drogas só terá início no dia 05 de maio, após aprovação do Convênio entre Associação dos Amigos do Adolescentes, FEPECS e SES.



A ideia é um curso voltado para o atendimento tanto da família como para o adolescente, que faz uso prejudicial de drogas. Será o casamento do Treinamento em Serviço (TS) para condução de grupo de pais de adolescentes em uso de drogas e o Biopsicossocial aos adolescentes usuários. Essa segunda parte constará da avaliação do uso de drogas, diagnóstico de comorbidades, tratamento, seguimento e avaliação do processo terapêutico. Por isso, o curso passou para 15 horas semanais. Podemos notar que o Curso de Especialização será diferente do TS, portanto, quem fez o TS não tem nenhum impecilho para fazer o Curso de Especialização.

O objetivo desse curso é criar condições aos profissionais para oferecerem, em suas regionais, um atendimento mais completo ao adolescente usuário de drogas, com mais segurança e efetividade. Ao ter condições de atender o básico nas comorbidades neuropsiquiátricas, restarão poucos casos para os especialistas, desafogando suas agendas.
Devido ao pouco tempo para publicação do Edital e para que os candidatos se preparem estamos divulgando a proposta do I Curso de Especialização na Atenção Biopsicossocial ao Adolescente em Uso de Drogas.

1. Natureza: o "lato-sensu" com objetivo de capacitar médicos, enfermeiros, assistentes sociais e psicológos da Secretaria de Saúde, conferindo-lhes conhecimentos específicos de natureza teórica e vivencial para o atendimento ao adolescente, em uso de drogas, e família na abordagem biopsicossocial.

2. Conteúdo Programático:
  • Epistemologia sistêmica e da complexidade;
  • Desenvolvimento Biopsicossocial na adolescência;
  • Transtornos neuropsiquiátricos na Adolescência;
  • Metodologia em Pesquisa Científica;
  • Atendimento ambulatorial ao adolescente em uso de drogas e à sua família numa abordagem biopsicossocial;
  • O atendimento em grupos de adolescentes (GRAU) e das famílias (GMF);
  • Elaboração de trabalho de conclusão de curso;

3. Público Alvo: Médicos, Enfermeiros, Assistentes Sociais e Psicólogos. Os critérios de seleção serão semelhantes ao do Treinamento em Serviço:

  • Profissionais da SES que já trabalham com adolescentes;
  • Profissionais da SES que desejam trabalhar com adolescentes no contexto da família para ampliação ou fortalecimento do serviço;
  • Profissionais de outras secretarias de governo que atendem o adolescente usuário de drogas na atenção à saúde;
  • Análise de currículo e carta de intenção (máximo 30 linhas);

4. Duração do curso: o curso de terá duração de 12 meses, sendo 07 meses presenciais e 05 cinco meses para elaboração e apresentação de trabalho final de curso.

5. Programação: O módulo teórico será realizado às terças-feiras no horário de 7 às 12h. O módulo prático será realizado às quartas-feiras no período das 7 as 12h e das 13 às 18h. Cada turno terá a carga-horária de 5 horas, todas realizadas no Adolescentro.

6. Investimento - O custo mensal para cada profissional inscrito será:
  • R$ 60,00 para profissionais da SES/DF;
  • R$ 300,00 para profissionais de outras instituições (caso a seleção dos profissionais da SES não preencha todas as vagas)



VALDI CRAVEIRO BEZERRA

Coordenador do Curso


Informações - Duvidas - Contatos:

adolescentro.df@gmail.com

3242-1447 3242-1446 3445-7581

quinta-feira, dezembro 13, 2007

Moçambique encontra o Adolescentro















Terça-feira dia 11 o Adolesce
ntro recebeu a visita de duas mulheres maravilhosas de Moçambique. A diretora de Assuntos de Família, Mulher e Gênero do Ministério da Mulher e Ação Social de Moçambique, Célia Armando e Berta Seiuma, técnica responsável por ações de enfrentamento da violência de Moçambique. Acompanhando Célia e Berta, estavam Ana Margareth Gomes, da área técnica da Saúde da Mulher do Ministério da Saúde/Brasil, parceira do Adolescentro e Fernanda Lopes do Fundo de População das Nações Unidas/UNFPA/Brasil, futuros parceiros.

Moçambique é um país jovem. Decretou sua independência em 25/06/1975 livrando-se da violência colonialista e entrando em outra violência, a da guerra civil. Nenhuma delas é mais ou menos importante que a outra. Desde as terríveis minas terrestres, mutiladoras de corpos e de almas, até a violência doméstica e sexual, não importa, violência é violência e sempre será uma vergonha humana, e por isso, deve ser eclipsada, escondida.

Por isso toda atitude que tire das sombras a violência sexual, merece nossa admiração e respeito. Essas duas mulheres poderosas vieram à Brasília e quiseram conhecer um serviço, que como elas, parece que lutam contra a maré, no que diz respeito aos resultados. Isso se deve ao fato de temos que lutar não apenas contra uns “monstros”, autores da violência, mas contra toda uma cultura, que disfarçadamente, dos tempos bíblicos até hoje, trata a mulher e a criança como mercadorias. A forma de a cultura humana pensar a violência sexual contamina até as instituições e as pessoas que lutam contra ela, levando-as a contribuir com a invisibilidade da violência sexual.

Essa armadilha começa com a reificação da violência. Ao transformá-la em coisa, em um instrumento em vez de uma relação desigual entre sujeitos em um determinado contexto, nos eximimos da co-responsabilidade por todas as violências sexuais. Isso fica evidente ao observarmos nossa reação ou FALTA DE AÇÃO diante da INIQÜIDADE do nosso Código Penal, ao considerar a violência sexual, um dos crimes mais hediondos, perversos e danosos contra a integridade biopsicosoccial do ser humano, como um (simples) crime contra os costumes. ISSO É UMA VERGONHA. EU MORRO DE VERGONHA, não de ser homem, mas de ter no corpo da lei de meu país esse absurdo. O que está em jogo não é o castigo, a pena, mas a maneira de desqualificar a vítima, geralmente uma mulher ou criança, em função do autor, em sua grande maioria um homem.

Para sair dessa armadilha, nós do Adolescentro adotamos um conceito sistêmico que considera a violência sexual relação e, com isso, nos denuncia sempre que nossos pré-conceitos afloram.

Violência sexual é uma relação desigual de poder, de força, ou de nível de compreensão do que esteja acontecendo, entre a vítima e o autor que, ao desqualificar o outro como sujeito, usa-o para sua satisfação sexual de forma física, psicológica ou social, em um contexto familiar e/ou social que constrói esses personagens e propicia ou facilita a formação dessas relações. (Bezerra,VC; 2007)

Foi um encontro de irmãos, parecia que nos conhecíamos há tempos, apesar de nunca termos nos vistos. No entanto, não foi a cultura que nos uniu, apesar da língua ser a mesma, mas nosso enfrentamento a violência sexual, que em última análise, é uma luta contra nós mesmos. Talvez por isso, carreguemos uma sensação de que isso não acaba nunca. Ao menos a uma conclusão já chegamos: não adianta punir, temos que aprender e ensinar o respeito incondicional ao outro, que apesar das diferenças, jamais seremos desiguais diante dos homens.

Enquanto apresentávamos o Adolescentro, Moçambique se preparava para ser quarta-feira, e ainda estávamos na terça sem saber de nada. Esse fuso horário é às vezes desconcertante, assim como a violência, quando descobrimos que é a mesma e no entanto está em todos os lugares ao mesmo tempo. Como pode?

Conheça um pouco mais de Moçambique e se tiver curiosidade visite também o Adolescentro. É importante para nós sabermos que não estamos só. Foi esse presente que Célia e Berta nos deixaram.

Um grande abraço!


sexta-feira, outubro 05, 2007

Como viver sem dúvidas se isso nos leva a inanição?

O segundo objetivo maior do Adolescentro é o ensino. O primeiro, a atenção ao adolescente em família, é condição para o ensino, o qual não acontece sem a pesquisa, nosso terceiro objetivo, que existe em função dos dois primeiros, e que sem o qual, não há reflexão, não há atenção nem aprendizado.
Com certa freqüência recebemos visitantes em nosso serviço. Nos empenhamos em mostrar na prática do atendimento, a epistemologia da complexidade, nosso referencial. Apesar do esforço de apresentar nossa essência, em sua grande maioria, nossos visitantes ficam presos na aparência. O resultado disso é a ausência total de dúvidas. Não há ruídos, só o olhar indiferente e uma ausência total de alimentos.
No entanto, de vez em quando, somos visitados por pessoas mais famintas e sedentas de respostas que nós, e isso vira banquete.
Hoje foi o encerramento da visita de quatro internos de medicina da UnB: Maria, Karol, Guilherme e Giulianna. Quatro futuros médicos que com certeza já conjulgavam o verbo amar, e nos deram a imensa satisfação de compartilhar outros tempos verbais. É com muita saudade, e certeza de novos encontros, que lembraremos do carinho, da amorosidade, da curiosidade e da maneira jovem de vocês crescerem entre uma inspiração e outra.
"Mi casa es tu casa".

Equipe do Adolescentro

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Brasília, 05 de outubro 2007

À Equipe do Adolescentro

Nós gostaríamos de agradecer pelo acolhimento, carinho e atenção que nos deram. Foi um período de muito aprendizado e auto-conhecimento.

Na nossa trajetória nem sempre encontramos identificação e às vezes nos sentimos frustrado e “chateados” com a nossa formação, pela falta de comprometimento e amor.

No Adolescentro encontramos sentido para nossa profissão e percebemos que é possível a integração de uma equipe para o atendimento integral e efetivo, e através do amor, compreensão e esperança, pois vocês acreditam no potencial de cada um de encontrar o melhor caminho. Nós sentimos muito felizes por termos tido essa oportunidade sairemos daqui modificados, buscando também sermos instrumentos de transformações.

Beijos e abraços,

"Os universitários":

Maria, Karol, Guilherme, Giulianna

“Ninguém cura ninguém,

e ninguém se cura sozinho,

as pessoas se curam no encontro”