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quinta-feira, agosto 07, 2008

FÉRIAS CULTURAL DO GRUPO TERAPÊUTICO-VIVENCIAL DE ADOLESCENTES MAIORES DE 14 ANOS (GTV-14)

O mês de julho foi muito rico para o GTV-14, pois aproveitamos este mês de férias para enriquecer nossa bagagem cultural. Realizamos visitas a duas valorosas exposições que estiveram em Brasília-Darwin em Brasília e os eternos tesouros do Japão.

No dia 15 de julho de 2008 o grupo visitou a Exposição Darwin em Brasília – a mais completa exposição sobre a vida e obra do naturalista inglês Charles Darwin. A exposição estava dividida em oito seções que retratavam toda a trajetória de vida de Darwin, a expedição do Beagle (com a passagem do naturalista pela América do Sul), descoberta de espécimes e o desenvolvimento da teoria da evolução. A mostra trouxe artefatos, documentos, filmes e vídeos interativos, o que realçou a contemporaneidade da teoria da evolução das espécies.

Essa exposição foi inaugurada em novembro de 2005 em Nova York, passou por poucos países e foi uma rara oportunidade para nós brasilienses ter contato com uma obra dessa grandeza. Foi muito proveitoso para discussão do GTV-14, trazendo para atualidade o evolucionismo. A reflexão de que a seleção das espécies é contínua, e se traduz, nos dias de hoje, na inserção digital e tecnológica, além da busca pelo conhecimento como essencial para uma “adaptação” social ao mundo moderno.

Para nós profissionais, a discussão da teoria sistêmico-complexa ficou ainda mais evidente se pensarmos que a inter-relação existente nos mais simples sistemas vivos interfere nos mais complexos fenômenos das relações humanas.

A segunda visita do grupo foi a exposição “Eternos Tesouros do Japão – a arte samurai” , que esteve em Brasília, de 19 a 30 de julho, no Museu Nacional do Conjunto Cultural da República. Foi realizada em comemoração ao centenário da imigração japonesa ao Brasil. Entre biombos, armaduras, gravuras, utensílios lindamente decorados em laca e textos na sua escrita peculiar – os ideogramas, quase imagens – tivemos acesso a peculiaridades de uma época e costumes orientais muito ricos em detalhes e construídos artesanalmente.

Para entrar em contato com aspectos e hábitos culturais diferentes é preciso se destituir dos nossos pré-conceitos. Conhecer e respeitar a diversidade depende de uma outra postura, a de compreender sem julgar, de admirar sem comparar. E a cultura japonesa tem sentidos e significados referentes a vida, morte, dignidade, luta, jamais compreendidos por nós ocientais, por termos nossos legados histórico-culturais, valores, religiões, uma subjetividade social que nos permite outra maneira de pensar esses mesmos valores...

Essas visitas, além de proporcionarem um momento de confraternização, demonstram que podemos ter acesso, lazer e contato com realidades que enriqueçam nossas vivências e possibilitem o exercício da cidadania.

“É interessante contemplar uma encosta conjusamente entrelaçada, revestida por diversas plantas de diversos tipos, com pássaros contando nos arbustos, com vários insetos voando, e com minhocas rastejando na terra úmida, e pensar que essas formas elaboradamente construídas... foram todas produzidas por leis agindo à nossa volta...

Há uma grandeza nassa visão da vida, com seus diversos poderes, havendo sido originalmente insuflados em algumas poucas formas ou em uma só; e que, enquanto este planeta esteve revolucionando de acordo com a fixa lei da gravidade, a partir de um início tão simples, infinitas formas, as mais belas e mais maravilhosas, evoluíram e continuam evoluindo.”

Charles Darwin

Bjos Ana Míriam e Michelle

Fotos - Valdi



domingo, dezembro 03, 2006

COM MUITO PRAZER, somos o GTV-14

Dia 28 de novembro foi o penúltimo encontro do ano do GTV-14 (Grupo Terapêutico Vivencial de adolescentes acima de 14 anos).
Um dos
principais objetivos do GTV-14 é o resgate das relações amorosas de autoridade do adolescente consigo mesmo, com seus familiares e com seus pares.
A construção dessas relações proporciona o exercício prazeroso e seguro da sexualidade, isto é, da vida.

O GTV-14 último, no primeiro momento, concluímos um ciclo de conversas a respeito da construção de relações eróticas-amorosas e aproveitamos para tirar as últimas dúvidas. A segurança nas relações eróticas-amorosas em portadores do vírus da AIDS foram as mais freqüentes.

No segundo momento, como sempre, utilizando vivências Biodança procuramos na prática, trabalhar as relações construídas e/ou discutidas no momento anterior. O maior problema, não está em aprender ou construir novas relações, mas em “desgenitalizar” os comportamentos.

Ao entrarmos na puberdade, com muita freqüência, nós perdemos o colo, o contato físico, tão comum e essencial para o desenvolvimento e crescimento saudável de todo mamífero, e principalmente do ser humano.

Por desconhecimento, dificuldades ou orientados por falsos valores morais, nós pais evitamos o contato, cujo resultado é justamente aquilo que queríamos evitar: a genitalização do toque, do colo.

O casamento da exacerbação do prazer genital no início da puberdade e a perda do toque, do abraço e do colo, essas atitudes passam a ter um significado erótico, por não sabermos mais abraçar, tocar e dar colo por simples prazer de estar no mundo com os outros.

Um dos principais objetivos do GTV-14 é “desgenitalizar” as relações e fazemos isso re-aprendendo a abraçar, dar colo, tocar e ser tocado sem medo de ser feliz, sem medo de sermos sujeitos de nossas ações COM MUITO PRAZER.